A Castlelake, empresa de investimento dos EUA, tornou pública uma proposta de aquisição de easyJet avaliada em cerca de £4,7 bilhões. A oferta é integralmente em dinheiro, a 625p por ação, e foi apresentada após três propostas anteriores serem recusadas pela diretoria da easyJet.
A empresa informou que, com a rejeição das três propostas, decidiu tornar a oferta pública para que os acionistas possam avaliar o negócio antes do prazo de takeover. A data-limite sob as regras de aquisição da City é até as 17h do dia 26 de junho.
Estrutura e parceria regional
A Castlelake disse que formou parcerias com dois investidores para cumprir as regras da UE sobre propriedade majoritária de companhias aéreas europeias. O objetivo é manter controle por entidades da UE, mesmo após o Brexit.
Um dos parceiros é Peter Bellew, ex-COO da Riyadh Air, easyJet e Ryanair, e ex-CEO da Malaysia Airlines. Bellew coordena a Dooks Capital, sediada na Arábia Saudita, com foco em IA na aviação.
O segundo parceiro é Mark Breen, CEO da Oneiros Aerospace, com experiência na Oman Air. A proposta prevê que o parceiro da UE detenha participação controladora na estrutura final da aquisição.
Contexto e histórico
A Castlelake já havia feito uma primeira aproximação no início do mês, oferecendo 403p por ação, avaliando a easyJet em £3 bilhões. A easyJet reagiu apontando fator oportunista, citando queda de confiança de clientes e acompanheimento dos preços do combustível.
Antes da presença da proposta, as ações da easyJet haviam recuado cerca de 20% no ano. Na última semana, as ações registraram valorização de aproximadamente 36% com a possibilidade de aquisição, chegando a 515p na abertura desta segunda-feira.
A easyJet, com sede em Luton e mais de 16 mil funcionários, figura entre as três maiores companhias aéreas de baixo custo da Europa, atrás da Ryanair e à frente da Wizz Air. A Castlelake já atuou em outros setores da aviação, inclusive com a SAS em dificuldades.
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