O Ministério da Justiça confirmou que a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, envolvendo Edir Macedo, dono da Record e fundador da Igreja Universal. Aproximadamente 50 policiais cumpriram 9 mandados de busca e apreensão em 10 empresas e 8 pessoas físicas, nesta terça-feira, 23, em várias cidades do país.
A investigação mira um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, com foco no Banco Digimais, controlado pelo religioso desde 2020. A PF indica irregularidades na condução dos negócios da instituição.
Relatórios do Banco Central apontam falhas graves, segundo a PF, com bloqueio de bens superiores a R$ 670 milhões pela Justiça Federal de São Paulo. Também foi autorizado o afastamento de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Investigações e dados da PF
Os levantamentos sugerem geração artificial de receitas para ocultar a real solvência do banco, com manipulação de balanços e supervalorização de ativos. Os crimes apurados incluem gestão fraudulenta e inserção de dados falsos.
Como Macedo reside no exterior, ainda não houve mandado específico contra ele, mas ele é considerado alvo por ser proprietário do banco. A investigação envolve empresas ligadas ao grupo financeiro.
Conexão com a Record
A situação do Digimais pode impactar o balanço da Record, caso haja insolvência. Em 2020, o patrimônio líquido consolidado da empresa subiu de R$ 1,826 bilhão para R$ 5,050 bilhões, após a aquisição do banco.
Naquele ano, o Digimais substituiu o antigo Banco Renner e passou por reestruturação para atuar no crédito digital. O banco tem foco em financiamentos, especialmente de veículos.
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