O dólar fechou em alta, atingindo o maior patamar em quase três meses, após um dia de mau humor global. A aversão a risco foi impulsionada pela forte queda de ações de tecnologia e pela cautela dos investidores com o cenário monetário dos EUA.
O dólar comercial encerrou em alta de 0,88%, a R$ 5,1866, maior fechamento desde 30 de março. O euro subiu 0,47%, para R$ 5,9015. Em relação a emergentes, a divisa brasileira teve valorização contra o peso mexicano, o rand sul-africano, o peso chileno e o florim húngaro.
No cenário externo, o humor negativo prevaleceu diante de sinais de que o Fed pode manter ou elevar juros ainda este ano. O índice DXY, que mede o desempenho frente a seis moedas, avançou para 101,38 pontos, o maior nível desde o pânico anterior aos mercados.
No Brasil, agentes acompanharam a ata da última reunião do Copom, considerada por muitos como confusa, ainda que tenha mantido aberta a possibilidade de pausa nos cortes da Selic. O documento não sinalizou mudança imediata na trajetória da política.
Para o mercado, a percepção é de que o aperto monetário externo reduz a atratividade do real frente a pares emergentes, pressionando a moeda local. Com isso, a desvalorização recente persiste diante de cenários eleitorais e incertezas de curto prazo.
Copom: sinais na ata e impactos no câmbio
A leitura sobre a ata apontou uma manutenção da vara de decisão para possíveis pausas, dependendo do cenário. Analistas destacam que o diferencial de juros globais continua influenciando o fluxo de capitais no Brasil.
Segundo especialistas, a percepção de juros mais altos no exterior permanece como fator determinante para o câmbio, mesmo com dados domésticos que sugerem estabilidade em parte da atividade. Aguardam-se novos indicadores para confirmar direções de curto prazo.
Entre na conversa da comunidade