O dólar fechou em alta nesta terça-feira (23), atingindo R$ 5,1874, com máxima de R$ 5,1915. A sessão foi negativa para divisas emergentes, impulsionada pela aversão ao risco e pela expectativa de dados de inflação nos EUA.
O mercado acompanhou a ata do Copom, que sinalizou incerteza sobre a trajetória da política monetária brasileira, com perspectiva de pausa e retomada do calibro da Selic. Mesmo assim, a percepção é de que o diferencial de juros permanece elevado.
Operadores apontam que o carry trade pode se tornar menos atrativo devido à maior volatilidade, mesmo com o eventual novo ciclo de cortes. O dólar acumula alta de 2,87% em junho frente ao real.
O índice DXY, referência do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, encerrou o fim da tarde em torno de 101,39 pontos, após alcançar 101,43, os maiores níveis em pouco mais de um ano.
O PMI composto dos EUA subiu de 51,5 para 52,2 em junho, indicando expansão. O indicador ficou acima das expectativas de 51,4, fortalecendo apostas em juros mais altos por parte do Federal Reserve.
Sinais de vigor da economia dos EUA aumentaram especulações sobre aperto monetário até o fim do ano. Analistas ressaltam que a postura do Fed permanece sob avaliação, com foco em dados de inflação.
A Petrobras observa o movimento do petróleo, que segue abaixo de US$ 80 por barril. Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, a queda da commodity tende a pressionar o câmbio local.
O Brent para setembro fechou em US$ 76,80, com queda de 0,93%, acumulando perda de mais de 15% em junho. O recuo da commodity ajuda a reduzir pressões inflacionárias de curto prazo.
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