A gestora de private equity IG4 pretende assumir o controle da Raízen (RAIZ4) e fechar a operação até o fim de março de 2027. A conclusão depende da adesão dos credores da empresa à proposta apresentada pela IG4, segundo executivos da companhia.
A Raízen enfrenta um processo de recuperação extrajudicial que envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, considerado o maior da história do Brasil. A proposta não vinculante da IG4 prevê diferentes alternativas de pagamento aos credores, incluindo dinheiro ou troca por cotas em um fundo administrado pela própria gestora.
A iniciativa ocorre pouco tempo após a IG4 ter assumido o co-controle da Braskem, ao lado da Petrobras, fortalecendo seu plano de atuação em setores estratégicos como o agronegócio. Segundo Hélio Novaes, CEO da IG4, a gestora passou a direcionar mais esforços para o agro, que enfrenta desafios mesmo com seu peso econômico.
Paulo Mattos, cofundador e presidente do conselho da IG4, disse que a estratégia privilegia posições de controle ou co-controle, associadas a reestruturações mais eficientes com participação majoritária. Ele também afirmou que o BTG Pactual não participa da negociação, atuando apenas como investidor em fundos da IG4.
A IG4 descartou qualquer aquisição hostil e depende do apoio de credores e demais acionistas para avançar. Caso obtenha compromissos equivalentes a 50% mais uma ação da Raízen, a gestora pretende iniciar negociações para consolidar o controle.
Rubens Ometto, presidente do conselho da Raízen, comentou à Reuters que a proposta da IG4 permanece no estágio de rumor de mercado. Segundo o dirigente, o mercado costuma apresentar ideias criativas em momentos de transformação.
A companhia informou que, sob a estratégia da IG4, os investimentos devem se concentrar em um número menor de empresas, com foco em operações de maior porte, complexidade e atuação global.
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