O Banco de Brasília (BRB) acionou as autoridades após identificar irregularidades em operações internas relacionadas a descontos em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao governo do Distrito Federal (GDF). A denúncia levou à deflagração da Operação Parasitas, nesta terça-feira, 23, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O delegado Henry Galdino, responsável pela Divisão de Defraudações e Falsificações (Difraudes) da PCDF, detalhou o funcionamento do golpe. Dirigentes de associações criavam entidades para oferecer serviços a aposentados, que não autorizavam os débitos, mas mesmo assim os descontos eram realizados por meio de contratos de débito automático.
Segundo a apuração, as transações atingiram mais de 3.500 contas, com valores baixos que somados ultrapassam R$ 5 milhões. O prejuízo estimado é concentrado em beneficiários idosos, considerados vulneráveis pela idade. O BRB confirmou a colaboração com as investigações.
Detalhes da operação
Foram cumpridos sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão. A investigação apura crimes de organização criminosa, furto mediante fraude, estelionato e lavagem de dinheiro. O banco informou ter denunciado a suspeita após identificar irregularidades e indícios de descumprimento de normas de compliance.
De acordo com Galdino, o golpe dependia da confirmação de áudio para validação do débito automático, mas as gravações nunca apareciam; apenas as transcrições eram apresentadas. As vítimas, registradas pela polícia, afirmaram não ter autorizado os débitos.
Recomendações e continuidade
A PCDF orienta os aposentados a verificar extratos com atenção, especialmente os de 2024 em diante. Descontos de valores próximos de 40 reais ou centavos costumavam passar despercebidos, por isso a conferência é essencial. Quem identificar débitos não autorizados deve procurar a polícia.
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