O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, em meio a apurações por possíveis fraudes no sistema financeiro. O Banco Central já acompanhava a instituição, que teve aporte de capital de R$ 250 milhões exigido no fim do ano passado.
Ao longo dos últimos anos, o BC promoveu reforços de capital no banco e acompanhou negociações de venda. O Digimais chegou a conversar com o Nubank e a anunciar acordo com o Bluebank, que não avançou. Em abril, a venda para o BTG foi anunciada, sujeita a condições.
A instituição tem histórico de conflitos judiciais com o fundo EXP 1, da gestora Yards, relacionado a operações de crédito originadas por créditos do Master, Reag e Fictor. O banco também cedeu carteira de crédito de aproximadamente R$ 659,8 milhões em março de 2025 ao referido fundo.
O Digimais registrou lucro de R$ 31,3 milhões em 2025, impulsionado por venda de cotas de fundo. Em dezembro, sua carteira de crédito totalizava cerca de R$ 1,5 bilhão, com ativos de R$ 10 bilhões e passivos de R$ 9,2 bilhões, sendo depósitos de R$ 8,5 bilhões.
O banco afirmou, em nota, manter operações regulares e reiterou compromisso com transparência, solidez financeira e prestação de informações aos clientes e parceiros. Não houve confirmação adicional sobre desdobramentos da operação da PF.
Contexto regulatório
O BC reforçou a necessidade de capitalização do Digimais, mesmo com resultados positivos no ano anterior. As negociações com o BTG dependiam de condições como a liberação de crédito pelo FGC, conforme informações anteriores ao anúncio da operação policial.
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