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Tesouro Direto: taxas sobem após Copom sinalizar juros mais altos por mais tempo

Ata do Copom sinaliza restrição monetária maior por mais tempo, elevando as taxas do Tesouro IPCA+ e pressionando o preço dos títulos

Taxa Selic — Foto: Getty Images
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O Tesouro Direto registra alta nas taxas após a ata do Copom sinalizar juros mais altos por mais tempo. O BC indicou que pode interromper o ciclo de queda na Selic, adotando uma postura mais restritiva.

Segundo a ata divulgada nesta terça (23), o órgão considera manter a política monetária firme para conter expectativas desancoradas. A leitura sugere que cortes podem estar encerrados por ora, diante do cenário inflacionário.

As taxas acompanharam a sinalização, com maior elevação nos títulos que acompanham o IPCA. O boletim Focus de 22 aponta IPCA de 5,33% em 2026, acima da meta de 3% e da margem de tolerância de 1,5 ponto.

No Tesouro IPCA+ 2032, a rentabilidade atual está em IPCA + 8,48%, frente IPCA + 8,45% da sessão anterior. O IPCA+ 2040 mostra IPCA + 7,58%, ante 7,48% na sessão anterior.

Entre os prefixados, o Tesouro 2029 remunera 14,69%, contra 14,76% na última sessão. O papel 2032 paga 14,74%, ante 14,75% na sessão anterior.

Quando as taxas sobem, os preços dos títulos caem. Quem mantém papéis pode ter desvalorização se precisar vendê-los antes do vencimento. Caso as taxas caiam no futuro, o preço se recupera e o investidor pode obter lucro ao resgatar antecipadamente.

A sinalização de aperto monetário lança o ensinamento de que o ambiente atual exige disciplina maior por mais tempo, impactando o rendimento de quem aplica no Tesouro Direto. O cenário segue sendo monitorado pelo mercado.

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