O Ministério dos Transportes informou que as novas regras para a emissão da primeira CNH elevaram o número de exames de direção. Entre janeiro e maio de 2026, foram realizadas 2.280.021 avaliações, ante 1.845.694 no mesmo período de 2025.
Apesar do aumento de candidaturas, a pasta destaca que as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação. Também foram realizados 2.343.393 cursos práticos, 20% a mais que os cinco primeiros meses de 2025. Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs sob as novas regras.
Impactos financeiros e alcance
Uma das mudanças relevantes foi o fim do curso teórico obrigatório em autoescolas. O Ministério aponta economia de cerca de R$ 1,84 bilhão com a medida, segundo dados oficiais. Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o custo do curso teórico chegou a ultrapassar o milhar por candidato.
Dados do ministério indicam que as aulas teóricas e práticas, sob as novas regras, passaram a custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. A maior parte da economia total concentra-se em seis unidades da federação, segundo a pasta.
Novas regras do exame prático
O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes uniformes para todo o país. Entre as mudanças, está o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação.
Sob o novo sistema, cada infração recebe uma pontuação específica e o candidato é aprovado apenas se não ultrapassar 10 pontos. A antiga infração única que leva à reprovação foi extinta, permitindo que o candidato siga a prova mesmo com a infração.
As infrações passaram a ter peso: leves valem 1 ponto, médias 2, graves 4 e gravíssimas 6. Pontos podem ser somados ao longo da prova, desde que o total não ultrapasse 10; alcançar esse limite implica reprovação automática.
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