Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, integrou o núcleo central da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A profissional, que atua no mercado financeiro e já passou pela equipe de Paulo Guedes, passou a defender pautas voltadas ao eleitorado feminino, com foco em liberdade econômica, empreendedorismo e segurança.
A entrada de Marques na campanha ocorre em meio à disputa pelo voto feminino, considerado decisivo na eleição de 2026. Ela defende que a vida real das mulheres é econômica e que, para avançar, é preciso ampliar a autonomia financeira e reduzir a violência, com políticas que conciliem esses temas.
Para a ex-presidente da Caixa, a pauta feminina não deve se limitar à autonomia econômica. Ela aponta a necessidade de uma postura mais rígida de segurança pública, centrada na proteção das vítimas e na punição de agressores, criticando a soltura de criminosos em audiências de custódia.
Mercado & missão
Marques afirma ter entrado na campanha por um senso de missão, acreditando que as políticas do governo atual atingiram o teto. Ela vê o futuro do país ligado a reformas fiscais, controle de gastos, privatizações e atração de investimentos, para mudar a trajetória da dívida pública.
Ela sustenta que há espaço para uma agenda econômica mais robusta e para ampliar a governabilidade da centro-direita, com foco na execução de reformas e em ampliar a bancada no Senado. O objetivo é mostrar ao empresariado e à população que o caminho atual não é sustentável.
A comentar sobre como convencer o mercado e a Faria Lima, Marques diz que o desafio é mostrar à população que as propostas da chapa podem transformar a vida cotidiana das pessoas, especialmente no que diz respeito ao orçamento pessoal, juros e inflação. A entrevistada reforça que o foco está na mudança real para famílias endividadas.
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