O mercado imobiliário de São Paulo mostra desequilíbrio entre o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e imóveis de médio e alto padrão. Vendas do MCMV seguem firmes, enquanto o estoque de lançamentos de alta renda aumenta.
Executivos apontam que o MCMV avança, com novos empreendimentos e faixas ampliadas. Já o setor de médio e alto padrão registra estoque elevado e queda na velocidade de venda, elevando a pressão sobre lançamentos futuros.
Segundo Bruno Vivanco, da Abyara, o MCMV e o segmento alto são realidades distintas: desempenho positivo no programa, porém retração no mercado de alta renda. A visão é de mudanças de ritmo entre os setores.
A Cury destaca expansão expressiva em 2025, com 25 novos empreendimentos em São Paulo e 12 no Rio. O VGV total atingiu recorde de 8,2 bilhões, com o Novo Mundo Carrão, na Faixa 3 do MCMV, entre 2,5 mil unidades.
Cyro Naufel, da Lopes, afirma que, embora o MCMV tenha peso, o negócio principal continua o médio e alto padrão. Em 2025 foram lançados 54,3 mil imóveis de alta renda, mas as vendas seguiram negativas.
Em contrapartida, a Tenda registrou queda de lançamentos em 2025, com 8 empreendimentos e 5,3 mil unidades, totalizando VGV de 1,27 bilhão. A cidade de São Paulo atingiu recorde de 85,4 mil imóveis econômicos lançados no ano.
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