A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quarta-feira (24/6) a segunda fase da Operação Falsa Promessa. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva contra integrantes de um grupo suspeito de aplicar golpes com falsos consórcios no DF. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 14 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.
Segundo a apuração realizada pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo), o esquema teria lesado ao menos 45 pessoas desde 2023. O suposto líder do grupo é funcionário do Banco de Brasília (BRB). As diligências continuam para identificar demais envolvidos.
As investigações apontam que os investigados divulgavam falsos consórcios com promessa de contemplação rápida da carta de crédito. Vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e plataformas de venda, sendo encaminhadas para atendimentos presenciais em lojas montadas para soar legítimas.
Modo de atuação e desdobramentos
A polícia apurou que os valores pagos não eram destinados a administradoras de consórcio autorizadas pelo Banco Central, mas a empresas de fachada ligadas ao grupo. Em seguida, os recursos eram distribuídos entre contas de integrantes, o que configura também lavagem de dinheiro.
As estimativas indicam movimentação superior a R$ 22 milhões entre 2023 e 2025. O prejuízo comprovado das vítimas supera R$ 278 mil, mas a investigação aponta que números reais de lesados e de valores desviados podem ser maiores.
Indiciamentos e próximo passo
Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O inquérito já foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público para apreciação das denúncias.
O Correio tentou contato com o BRB, mas não houve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
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