O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, optou por não buscar dólares nos mercados internacionais. A estratégia foi vista como arriscada por investidores, mas abriu caminho para obter recursos a custo menor.
Segundo a PPI, os recursos captados ficaram em média a 6,7% em moeda forte. O governo tem cerca de US$ 3,6 bilhões em depósitos no Tesouro, suficientes para cobrir ~85% da dívida que vence em julho. O restante virá de emissões locais e apoio de bancos centrais e multilaterais.
Contexto de mercado
A estratégia poupou custos ao evitar Wall Street, onde a taxa chegaria a cerca de 10% no passado recente e varia em torno de 9% hoje. A operação permitiu quitar US$ 4,2 bilhões com uma taxa inferior a 7%.
O governo recorreu a títulos em dólares emitidos localmente com vencimento em 2027 e 2028, além de absorver pesos em leilões de dívida doméstica, pagando taxas fixas próximas a 20% ao ano e taxas reais em torno de 7%.
Perspectivas e próximos passos
Risco-país caiu para cerca de 430 pontos-base após melhorias de rating. Analistas veem possibilidade de nova emissão internacional entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões, caso condições externas se mantenham favoráveis.
Caputo já sinalizou que pretende reduzir a dependência de Wall Street, mas não descartou novas emissões no exterior se o custo for aceitável. Caso o cenário financeiro permaneça estável, a opção por mercados globais continua sob análise.
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