Márcio Elias Rosa, integrante do Ministério da Indústria, afirma que o tema de tarifas às importações pode, em alguns momentos, assumir contornos políticos e eleitorais. O pronunciamento ocorreu em cenário de discussão sobre medidas comerciais. A declaração reforça a leitura de que questões econômicas ganham relevância política.
O ministro também comentou o Pix, o meio de pagamento brasileiro, destacando que ele pertence ao Brasil. Segundo Rosa, o debate envolve interesses de outros países que defendem visões de soberania econômica. A entrevista ocorreu em meio a obas oportunidades de mudanças no cenário financeiro nacional.
Medidas dos EUA e interesses envolvidos
Em 1º de junho, o governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta de tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. A medida depende de decisão final, que fica a cargo do presidente norte-americano. A proposta é resultado de investigação sobre práticas comerciais.
A investigação do USTR apontou temas como Pix, comércio digital, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate à desmatamento ilegal. O governo brasileiro recebeu a notificação para acompanhar a análise e a eventual adoção de tarifas.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência pelo PL do Rio de Janeiro, pediu audiência pública nos EUA antes da decisão final. O objetivo seria discutir a suspensão da tarifa e propor uma solução negociada para as questões identificadas na apuração.
Segundo o documento de inscrição, o senador argumenta que a tarifa prática beneficiaria o governo atual e prejudicaria exportadores brasileiros, importadores norte-americanos, consumidores dos EUA e a oposição brasileira, apontada como principal vítima da conduta sob investigação.
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