A bolsa brasileira aparece como a mais barata do mundo, segundo levantamento da Nomos com dados da Bloomberg. O Ibovespa negocia a apenas 8,1 vezes os lucros projetados, bem abaixo da média de mercados emergentes (11,9x) e global (15,8x).
O desconto indica fatores que pesam sobre a percepção dos investidores. Incertezas fiscais, instabilidade política em períodos eleitorais e a dificuldade de oferecer previsibilidade de longo prazo ajudam a explicar a discrepância.
Desempenho frente a mercados globais
O Ibovespa fica muito abaixo de bolsas valorizadas como o Nikkei, no Japão, em 25,7x, e a Nasdaq, nos EUA, em 25,3x. Além disso, a concentração de algumas empresas dentro do índice reduz a diversificação.
Fatores internos
O alto patamar da Selic reduz o apetite por ações, pois títulos públicos e renda fixa oferecem retornos atrativos com menor risco. A desconfiança sobre a capacidade de ajuste das contas públicas alimenta a insegurança entre investidores.
Influência externa
O cenário internacional também pesa. Conflitos geopolíticos e oscilações no preço do petróleo impactam a bolsa brasileira, sobretudo por conta da relevância de empresas de commodities no índice.
Perspectivas
Economistas ressaltam que há potencial de recuperação se o governo avançar na agenda fiscal e reduzir incertezas políticas. Enquanto isso, a bolsa segue com desconto considerado alto frente a outros mercados e em meio a volatilidade de capitais estrangeiros.
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