O setor leiteiro brasileiro começou 2026 com recuperação nos preços pagos ao produtor, registrando quatro meses seguidos de alta entre janeiro e abril. Produtores relatam melhoria no faturamento, mas seguem atentos a custos de produção e à concorrência de leite importado.
Em Minas Gerais, no Alto Paranaíba, produtores investem em genética, tecnologia e bem-estar animal. Embriões selecionados, melhor infraestrutura e manejo ampliam a eficiência da atividade, segundo relatos da região.
A fabricação própria de ração e sistemas de geração de energia a partir de resíduos também aparecem entre as estratégias para reduzir custos e aumentar a autonomia produtiva.
Desafios e perspectivas de mercado
A entrada de leite em pó vindo da Argentina e do Uruguai é apontada como principal entrave à competitividade. Há reconhecimento de dumping, mas o governo não implementou taxação até o momento.
Paralelamente, há expectativa de ampliamento de exportações com o acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode abrir espaço para lácteos brasileiros nos próximos anos. O ganho depende de certificações e padrões de qualidade.
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