A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que mira o Banco Digimais, controlado pelo empresário Edir Macedo, bispo da Igreja Universal. As suspeitas envolvem manipulação contábil, ocultação de prejuízos e venda de créditos sem lastro, com possível transferência de riscos a terceiros. A ação revela um padrão de prática em instituições de médio porte com alto risco.
A investigação aponta que administradores teriam inflado ativos e gerado receitas fictícias, ocultando um patrimônio líquido negativo estimado em bilhões. O Banco Central identificou operações para registrar ativos sem lastro adequado, além de lançamentos contábeis que melhorariam indicadores financeiros.
Contexto e consequências
Segundo a PF, o Digimais manteria exposição próxima a ativos ligados ao Banco Master, já liquidado. A rede de operações incluiria cessões de crédito, FIDCs e securitizações, elevando o risco de contágio ao sistema financeiro. O tema volta a levantar questões sobre supervisão de bancos médios.
O caso evidencia vulnerabilidades na fiscalização de estruturas financeiras menos transparentes. A instituição permanece sob avaliação de autoridades, com foco na integridade contábil, na proteção de poupadores e na solidez do sistema bancário nacional. A rede de peças envolve reguladores, investidores e gestores.
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