O texto aborda um teste simples para identificar se um profissional de investimentos é qualificado para cuidar do patrimônio. A ideia central é comparar critérios usados para escolher quem operará o dinheiro com critérios de uma escolha médica de alto risco.
Segundo o autor, muitas pessoas aceitam orientação financeira sem avaliar a competência. A motivação envolve aproximações sociais — jantares, eventos ou amizades — que criam confiança, mas nem sempre refletem qualidade técnica.
Essa informalidade pode levar a decisões ruins. Dicas aparecem em ambientes informais como churrascos ou encontros sociais, onde o conhecimento financeiro nem sempre é sólido. Profissionais sérios constroem processos, metodologias e histórico de resultados.
Como aplicar o teste
Faça perguntas objetivas sobre atuação profissional. Em quantos anos atua na atividade? Quais certificações possui? Qual foi sua atuação em diferentes ciclos econômicos? Como lidou com crises? Quais são seus clientes e referências?
A resposta costuma revelar o perfil do profissional. Quem tem trajetória comprovada tende a apresentar processos e resultados. Quem depende de relacionamento pessoal costuma evitar detalhar a atuação.
Entenda também como o profissional é remunerado. Modelos de negócio podem gerar conflitos de interesse. Verifique se a remuneração está ligada à venda de produtos específicos ou ao acompanhamento do patrimônio.
Legalidade e credenciais
Confira se o profissional possui certificações exigidas pelos órgãos reguladores. A habilitação para exercer a atividade é essencial para a proteção do investidor no mercado brasileiro.
Além disso, um bom profissional inicia as conversas com perguntas sobre objetivos, prazo, tolerância ao risco e necessidades de liquidez, antes de apresentar produtos.
Sobre o autor
Coluna escrita por Bruno Corano, economista, investidor e empreendedor, fundador da Corano Capital, com escritórios em Nova York e São Paulo. As opiniões são do autor e não refletem, necessariamente, a visão da BM&C News.
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