O IPCA-15 de junho subiu 0,41%, com alimentação e habitação respondendo sozinhos por 65,8% da variação. Dados do IBGE apontam alta de 0,74% para alimentação e bebidas e 0,72% para habitação no mês.
A contribuição de alimentação e bebidas foi de 0,16 ponto percentual, enquanto a de habitação chegou a 0,11 ponto percentual. Juntas, representaram 0,27 ponto da taxa total de 0,41%.
A desaceleração de alimentação e bebidas em relação a maio, quando houve alta de 1,38%, ocorreu diante de pressões por oferta de alimentos in natura decorrentes de condições climáticas e, de modo residual, custos de frete ligados a conflitos no Oriente Médio. Entre os itens com maior alta, destacam-se batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e cebola.
Impactos por grupo
No grupo de habitação, a energia elétrica foi o principal impulsionador, com alta de 2,04% e impacto de 0,08 ponto no IPCA-15. A leitura aponta vigência da bandeira tarifária amarela e reajustes de tarifas em quatro locais pesquisados. O conjunto de dados reforça que a inflação de junho seguiu pressionada por itens de alimentação in natura e por serviços de energia.
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