O Banco Central informou que o crescimento da economia brasileira ficou acima das expectativas, elevando a projeção do PIB de 1,6% para 2% em 2026, conforme dados apresentados nesta quinta-feira no Relatório de Política Monetária.
Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, destacou que o desempenho foi puxado pelo consumo das famílias e pelos investimentos, com aceleração que ajudou a revisitar as estimativas de crescimento.
Apesar da revisão positiva, o diretor ressaltou que a economia ainda tende a desacelerar frente a 2025, apresentando expansão mais lenta, porém com setores resilientes. No mercado de trabalho, a criação de vagas segue, mas em ritmo menor.
O resultado também depende da dinâmica de renda, já que a demanda acompanha a evolução dos salários reais, segundo Picchetti, mantendo o impulso sobre a atividade.
Cenário de Incertezas
No externo, o ambiente permanece marcado por incertezas, com choques recentes impactando comércio e inflação e volatilidade acima da média histórica. O ciclo global de cortes de juros foi interrompido por esses choques, com países adotando posturas distintas.
A inflação mundial continua pressionada por choques de oferta em várias economias, o que dificulta a convergência de preços em 2026 e 2027, segundo o diretor.
Diante desse cenário, aumentam as atenções sobre a política econômica, visto o crescimento acima do esperado, o mercado de trabalho mais restrito e o ambiente externo mais incerto.
Entre na conversa da comunidade