A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraude bilionária nas Lojas Americanas. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pela primeira vez, a operação atinge acionistas da empresa, segundo fontes.
Ação ocorre com apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além de buscas, houve sequestro de bens e valores até o limite de 54 bilhões de reais, determinado pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As medidas visam bloquear ativos dos investigados.
Os alvos, conforme apuração, incluem Carlos Alberto Sicupira, da 3G, apontado como controlador da Americanas, e Paulo Lemann, filho do controlador Jorge Paulo Lemann. Executivos de bancos também figuram na lista de investigados.
Alvos e contextos
Entre os investigados aparecem Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho da Americanas, e executivos de bancos como Itaú e Santander. Também aparecem nomes ligados a funções de infraestrutura, financeiro e governança da empresa.
A operação se baseia em delações premiadas de ex-diretores da Americanas, na quebra de sigilos, e em depoimentos coletados nos últimos dois anos pela PF e pelo MPF. Esses elementos apontam para supostas fraudes contábeis de longas datas.
Segundo as investigações, fraudes envolveriam contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) e operações de risco sacado. A prática de VPC consiste em descontos condicionados em vendas a fornecedores, com metas de exposição de produtos.
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