Aubis: sindicatos da Airbus convocaram greves e protestos de um dia na empresa nesta quinta-feira, 25 de junho. A medida ocorre quando a fabricante europeia planeja aumentar a presença presencial de funcionários administrativos de pelo menos três para quatro dias por semana. O foco é melhorar foco, qualidade e participação no local de trabalho.
A ação sindical acontece após carta de 9 de junho do CEO Guillaume Faury, que pediu maior presença física para enfrentar início de ano com entregas mais lentas. A Airbus luta para cumprir a meta de 870 jatos entregues este ano, enfrentando gargalos na cadeia de suprimentos e escassez de motores.
Mais de 100 trabalhadores participaram da manifestação na fábrica de Blagnac, perto de Toulouse, segundo a CGT. Não foram divulgados números totais de adesões nem houve relatos de impacto na produção. A CGT planeja reunião com Faury na próxima semana.
Proposta de mudança no regime de trabalho
A CFDT convocou protesto em frente ao mesmo edifício para 30 de junho e mede possibilidade de ação judicial, alegando má-fé na aplicação do acordo de trabalho remoto de 2024. A FO, maior sindicato na França, pediu suspensão de alterações até a reunião do conselho em 7 de julho.
A Airbus confirmou a nova política de trabalho híbrido para todo o grupo, mantendo a flexibilidade como parte da cultura, mas buscando maior colaboração entre equipes. A regra vale para funções administrativas, como engenheiros; operários de linha de montagem nem sempre são elegíveis.
Contexto e próximos passos
A empresa afirmou à Reuters que vive momento de aumento de produção diante de um ambiente geopolítico instável. A Airbus enfatizou que manterá o acordo vigente de trabalho híbrido até 2028, conforme briefing com a imprensa.
Um porta-voz reiterou que a política se aplica a áreas administrativas e que o objetivo é facilitar a cooperação entre colegas. A ação de quinta-feira levou a pedido de reunião oficial entre o sindicato CGT e Faury na próxima semana.
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