A dívida pública federal seguiu em alta em maio, alcançando 9,032 trilhões de reais. O aumento de 2,66% ante abril foi divulgado pelo Tesouro Nacional. O movimento envolve emissões líquidas de títulos e a apropriação de juros, segundo o órgão.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) registrou avanço de 2,72%, fechando maio em 8,46 trilhões de reais. O Tesouro aponta dois fatores principais para o crescimento: emissão líquida de títulos de 135,62 bilhões e juros creditados de 94,17 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) também cresceu, com estoque de 340,9 bilhões de reais, alta de 1,37% na comparação mensal. Desse total, 292,72 bilhões correspondem à dívida mobiliária e 47,77 bilhões à dívida contratual.
Emissões e juros impulsionam alta
O relatório mostra que o aumento total reflete, ainda, a atuação do mercado de títulos e o desempenho de juros. O resultado parcial reforça a participação de emissões líquidas no saldo mensal.
Prazo médio recua e liquidez avança
O prazo médio da dívida diminuiu de 4,12 para 4,07 anos entre abril e maio. Paralelamente, o colchão de liquidez subiu 10,9% no mês, para 1,21 trilhão de reais.
Colchão da dívida e vencimentos
Na comparação com maio de 2025, a reserva de caixa da dívida apresentou alta expressiva, de 40,55%. O Tesouro destaca que o montante disponível cobre os próximos 9,14 meses de vencimentos.
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