O mercado financeiro voltou a precificar um novo corte da Selic na próxima reunião, em agosto, após a divulgação do Relatório de Política Monetária (MPC) do Banco Central. A mediana das projeções compiladas pelo Projeções Broadcast aponta para uma redução de 0,25 ponto percentual, elevando a taxa básica para 14% ao ano.
A leitura conjunta do relatório com o IPCA-15, que veio abaixo das expectativas, reabriu a possibilidade de mais um ajuste na política monetária. Segundo Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, a combinação dos dados cria espaço para acreditar em nova redução, ainda que não haja consenso entre os analistas.
Mesmo com a eventual queda da Selic, a renda fixa continua atraente para o ambiente atual. Títulos atrelados à inflação com vencimento a partir de 2032 ainda oferecem retorno de inflação mais aproximadamente 8,5% ao ano. A compareação com a bolsa mostra disparidade de desempenho, com renda fixa mantendo atratividade.
Para investidores de renda variável, Barros indica setores mais previsíveis, como energia (geração, transmissão e distribuição). Já setores sensíveis a juros menores, como varejo, construção civil e empresas com alta alavancagem, tendem a reagir positivamente com cortes. Também destaca bancos e serviços básicos como potenciais beneficiados.
Perspectivas para renda fixa e juros
Barros comenta a postura do Banco Central diante do cenário doméstico e internacional. A instituição adotou cautela, evitando compromissos com movimentos de longo prazo, diante de incertezas, incluindo tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. As decisões devem depender fortemente dos próximos dados econômicos.
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