O governo encerrou o primeiro semestre com avanço no emprego, apesar da inflação ainda elevada. Juros reais permanecem acima de padrões internacionais e dependem de uma gestão fiscal mais cautelosa, ainda sem definição clara.
No trimestre, a taxa de desocupação ficou em 5,6%, menor que no período anterior e que há um ano. A população ocupada atingiu 102,7 milhões, com alta de 0,5% no trimestre. O emprego segue estável, com o nível de ocupação em 58,6%.
A inflação registra queda na média mensal, mas segue acima da meta anual de 3%, com tolerância de até 4,5%. O Banco Central mantém juros elevados em 14,25% ao ano, o que restringe crédito e investimento privado.
Contexto econômico e política monetária
O PIB deve crescer próximo de 2% em 2026, segundo o boletim Focus, com 1,98% previsto para este ano e 1,70% para 2027. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 1,1% frente ao trimestre anterior; a agropecuária subiu 7,5% em 12 meses.
A indústria avançou 1,3% e os serviços, 1,8% no mesmo comparativo. O investimento em capital físico ficou em 16,5% do PIB no trimestre inicial, abaixo de 17,6% no ano anterior e menor que o observado em várias economias emergentes.
Perspectivas e condições de financiamento
A baixa disponibilidade de crédito e o peso dos juros elevados impactam o investimento em infraestrutura e maquinaria. Mesmo com leve redução de 0,25 ponto percentual, a taxa básica permanece em 14,25% e sustenta incertezas sobre cortes adicionais.
Crédito mais barato seria um facilitador para a atividade e o emprego produtivo, mas depende do custo do dinheiro, da política macroeconômica e de projeções de médio e longo prazo. O governo busca estabilidade fiscal sem comprometer o crescimento.
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