A Malha Oeste, primeira ferrovia concedida à iniciativa privada no processo de privatização da antiga RFFSA, encerra seu contrato nesta terça-feira após 30 anos. O governo planeja uma nova licitação para explorar seus 1,9 mil quilômetros.
A concessionária atual, Rumo, enfrenta um desequilíbrio econômico-financeiro reconhecido pela Justiça, que compromete a viabilidade da linha. A Infra S.A. realiza levantamentos para revisar o passivo com a União e calcular indenizações.
A AnTT aprovou, em maio, os estudos da nova modelagem de leilão e encaminhou o projeto ao TCU para análise. Rodada de inspeções de campo busca fechar contas antes do novo certame.
O objetivo é atrair investidores com um desenho de concessão menos deficitário. O formato prevê investimentos ao longo da concessão e uma conexão com a malha da MRS pelo Ferroanel de São Paulo.
O traçado atual possui quase 1,9 mil quilômetros, entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP). O trecho Campo Grande–Ponta Porã, de 355 km, foi incluído na modelagem e dependerá da escolha do vencedor.
A previsão é realizar o leilão no quarto trimestre de 2026, com investimentos estimados em cerca de R$ 29 bilhões e aportes públicos de R$ 3,6 bilhões para recuperação de trechos degradados.
Histórico da malha mostra que, no passado, a linha foirota de passageiros por décadas, conectando o Centro-Oeste ao Sudeste. Hoje, a maior parte dos trilhos está subutilizada, com foco em cargas de alto potencial em MS.
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