Aeds? de que? Segue a versão jornalística revisada:
As contas do governo central terminaram maio com déficit acumulado de R$ 44,4 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, segundo o Tesouro Nacional. O resultado é o pior para o período desde 2020, já considerando a inflação.
No mês de maio, o déficit foi de R$ 53,3 bilhões, o pior para a marca mensal desde 2024, quando ficou em R$ 66,6 bilhões. Os números englobam Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central.
A projeção oficial, atualizada em 22 de maio, aponta fechamento do ano com déficit de R$ 60,3 bilhões. A meta oficial é superávit de R$ 34,3 bilhões, mas há margem de tolerância que permite saldo zero.
O que aconteceu
O déficit acumulado indica gastos superiores às receitas ao longo do período. Mesmo com receita líquida 4,8% maior que o ano anterior, já ajustada pela inflação, as despesas cresceram a um ritmo maior.
Quais instrumentos entraram na equação
Entre as receitas, houve ganho real com IR, IOF e Cofins, além de outras receitas da Receita Federal. Por outro lado, dividendos e participações caíram 14,1 bilhões em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.
Despesas: onde o dinheiro foi gasto
Os custos aumentaram 13% em termos reais, equivalentes a 55,2 bilhões a mais frente a jan-maio de 2025. Destacam-se benefícios previdenciários, pessoal e encargos, sentenças judiciais e gastos discricionários.
Observações da autoridade fiscal
O secretário do Tesouro, Daniel Leal, destacou que parte do efeito virá do calendário de pagamento de precatórios em 2026. Em maio houve desembolso maior com sentenças, diferente do atraso observado no ano anterior.
Detalhes da arrecadação
Em maio, a arrecadação líquida cresceu 5,5%, enquanto as despesas subiram 9,4%, já descontada a inflação. Royalties e participações de petróleo cresceram 6,3 bilhões; receitas com dividendos recuaram 7,3 bilhões em relação a 2025.
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