O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que a despesa pública deve recuar no segundo semestre, voltando a ficar perto de 19% do PIB, possivelmente abaixo desse patamar, mantendo-se contida. A previsão acompanha o lançamento do Relatório do Tesouro Nacional (RTN) desta segunda-feira.
No mês de maio, a despesa total em relação ao PIB ficou em 19,6% no acumulado de 12 meses, segundo o RTN. O responsável pela pasta informou que o crescimento recente está ligado a pagamentos de precatórios e ao esforço para reduzir a fila do INSS, não devendo se repetir no mesmo ritmo ao longo do ano.
Despesas com benefícios previdenciários tiveram alta de 9,5% de janeiro a maio, frente ao mesmo período de 2025. O valor somou R$ 493,883 bilhões, contra R$ 451,225 bilhões no ano anterior. A diferença foi de R$ 42,658 bilhões.
As despesas discricionárias registraram alta de 58,8% entre janeiro e maio, na comparação anual. No período, atingiram R$ 94,409 bilhões, ante R$ 59,444 bilhões em 2025. Leal atribuiu o aumento à maior execução das emendas impositivas, com 65% delas ainda por ser executadas no primeiro semestre, por ser ano eleitoral.
O relatório aponta ainda que a previsão de resultados primários continua a indicar superávit de 0,25% do PIB neste ano, mesmo com a elevação de gastos em áreas discricionárias e previdenciárias. O Tesouro disse manter o foco na sustentabilidade fiscal ao longo do ajuste esperado para a segunda metade do ano.
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