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Sindicato pagou R$ 300 mil a atriz por vídeo contra PEC que fortalece o BC

Sinal-DF pagou 300 mil a Luana Piovani para divulgar vídeo contra PEC do Banco Central, levantando questionamentos sobre uso de recursos sindicais

A atriz Luana Piovani, que recebeu R$ 300 mil por postagem contra PEC que da autonomia ao BC. (Foto: Reprodução/Instagram/Luana Piovani Oficial)
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O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central no Distrito Federal (Sinal-DF) contratou a atriz Luana Piovani para veicular um vídeo nas redes sociais com críticas à PEC que amplia a autonomia do Banco Central. O pagamento foi de R$ 300 mil.

A publicação circulou após a divulgação da ata da reunião que autorizou a contratação. Neutralidade e transparência foram levantadas pela imprensa, já que a ação envolve recursos de uma entidade sindical em meio à tramitação da PEC.

O vídeo, publicado no Instagram da atriz, gerou milhares de interações em uma rede com milhões de seguidores. A peça argumenta riscos à independência do Banco Central caso a PEC avance no Senado.

A ata mostra que a contratação de Piovani ocorreu no dia da publicação do vídeo. A presidente do Sinal-DF, Edna Velho, defendeu maior atuação nas redes para acompanhar a tramitação da PEC.

Segundo o documento, a ação integra uma estratégia de comunicação que já previa outros investimentos. Em fevereiro houve autorização de R$ 250 mil para uma nota técnica sobre a PEC, e em maio, mais R$ 250 mil para ampliar ações nas redes.

Ao todo, os investimentos somam R$ 800 mil, incluindo o contrato com Piovani. A motivação, segundo o sindicato, é defender a categoria diante do avanço da proposta.

A PEC 65/2023, aprovada pela CCJ do Senado em 10 de junho, transforma o BC em entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, administrativa, financeira e orçamentária. O texto aguarda votação no plenário.

Defensores da PEC afirmam que a autonomia reduz interferência política e fortalece a fiscalização do sistema financeiro. Críticos veem risco de maior influência do mercado sobre o Banco Central. O debate divide servidores e entidades representativas.

Luana Piovani não respondeu a pedidos de comentário encaminhados pela imprensa. O Sinal-DF informou que a campanha segue respaldo do mandato da maioria dos servidores e que a iniciativa visa expor riscos identificados na proposta.

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