O tom hawkish do Fed, adotado pelo presidente Kevin Warsh na última reunião, freou a recuperação da dívida de mercados emergentes. A mudança de postura ocorreu mesmo com alívio temporário causado pela trégua entre EUA e Irã, que derrubou temporariamente os preços do petróleo.
Analistas de Wall Street destacam que a nova postura elevou as expectativas de juros nos EUA e fortaleceu o dólar. Como consequência, a correlação entre rendimentos do Tesouro e títulos de mercados emergentes ganhou impulso, pressionando a demanda por financiamentos em moeda local.
O resultado é um risco maior para países dependentes de influxos de capital estrangeiro, como Turquia e Colômbia, diz a indústria. A volatilidade também varia conforme a duração da trégua com o Irã e o comportamento do petróleo, segundo estratégistas.
Impacto nos mercados e perspectivas
A deterioração das condições de financiamento nos emergentes surge apesar do alívio inflacionário decorrente do acordo de paz com o Irã. Em geral, títulos locais podem avançar se bancos centrais cortarem juros, mas o peso do dólar restringe ganhos.
O dólar está no caminho do melhor desempenho mensal em cerca de um ano, e os rendimentos de Treasuries de cinco anos permanecem acima de 60 pontos-base em relação ao patamar anterior ao conflito com o Irã.
Riscos e volatilidade
Especialistas indicam que o efeito do Fed depende do motivo da maior austeridade: se houver crescimento robusto, o cenário para a dívida em moeda local pode permanecer estável. De qualquer forma, a volatilidade deve permanecer diante de notícias geopolíticas.
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