A inadimplência nas operações de crédito atingiu um patamar recorde em maio no Brasil. A taxa média de atrasos superiores a 90 dias, para pessoas físicas e jurídicas, subiu a 4,7%, o maior índice já registrado pela Série do Banco Central, que começou em 2011. O avanço ocorre mesmo com programas de renegociação e auxílios para quitação de dívidas do governo, como o Desenrola Brasil.
Durante o Conexão Record News, o economista Ricardo Buso explicou que a assimetria entre endividamento de pessoas físicas e o peso para o orçamento familiar sinaliza custo de vida mais alto. O uso do cartão de crédito como renda adicional é apontado como prática de risco, potencializando uma bola de neve de dívidas para consumidores.
Inadimplência de agricultores preocupa
A avaliação ressalta ainda um aspecto específico: a inadimplência entre agricultores, especialmente os menores, pode acentuar vulnerabilidades do setor. A queda na renda desses produtores pode reduzir a produção agropecuária, o que, por sua vez, pode aumentar a pressão sobre oferta de alimentos e contribuir para a inflação no longo prazo. Especialistas destacam que o cenário atual demanda monitoramento contínuo e ações que preservem a sustentabilidade financeira no campo.
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