O mercado de juros futuros voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, 2, impulsionado por cenários fiscais e monetários no radar. Investidores elevam a percepção de risco no curto e médio prazo, repetindo o movimento de queda de alívio observada no início da semana.
O contrato DI com vencimento em jan/2027 passou de 14,025% para 14,035% na sessão. Já o DI jan/2028 subiu de 14,125% para 14,23%, o DI jan/2029 avançou de 14,26% para 14,385% e o DI jan/2031 encerrou em 14,49%.
Mercado e leilão do Tesouro
Pela manhã, um leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro Nacional ampliou a pressão. O leilão ofertou 23,65 milhões de papéis, plenamente absorvidos pelo mercado, elevando o DV01 para US$ 798 mil.
A recuperação da renda fixa no fim de junho já apontava para maior oferta de risco, mas o volume excedente surpreendeu alguns agentes. O DV01 acima do esperado reforçou a percepção de maior volatilidade.
Análise de especialistas
Para analistas, a combinação de fatores técnicos e conjunturais sustenta a pressão recente. O cenário inclui inflação mais resistente, perspectiva de menor espaço para cortes da Selic pelo BC e notícias fiscais, além de volatilidade política com o ciclo eleitoral.
Há ainda debate sobre a necessidade de recompra de NTN-Bs para oxigenar o mercado de títulos atrelados ao IPCA. Especialistas indicam que uma atuação do Tesouro nesse sentido poderia trazer alívio técnico, embora não tenha garantia de eficiência diante dos fundamentos.
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