O comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos atingiu um recorde de 875 bilhões de euros no ano passado, segundo estudo do Instituto Econômico Alemão (IW). O salto ocorreu mesmo com a aplicação de tarifas bilaterais.
A UE exportou 580 bilhões de euros para os EUA, alta de 7,7% na comparação com o ano anterior. As importações estadunidenses para a UE cresceram 2,2%, para 295 bilhões de euros, elevando o superávit europeu próximo de 285 bilhões de euros.
Essa situação é influenciada pela antecipação de exportações antes da entrada em vigor das tarifas, em abril, conforme o IW. O setor manufatureiro europeu também foi afetado pela medida.
Desempenho por setor e países
As exportações de automóveis e peças da UE para os EUA recuaram 20,4% em 2025, com a Alemanha registrando queda de 18,9%. O país responde por quase dois terços das exportações automotivas da UE para os EUA.
A Irlanda foi a exceção, com aumento de 52,7% nas exportações, impulsionada por produtos farmacêuticos e químicos isentos de tarifas. Outros poucos países também mostraram crescimento: República Tcheca (+5,1%), Itália (+7,2%), Dinamarca (+10,6%) e Finlândia (+10,8%).
Serviços transatlânticos e aspectos adicionais
O comércio de serviços entre a UE e os EUA também atingiu recorde, em 865 bilhões de euros, mas a UE registrou déficit de 178 bilhões de euros nesse segmento. O estudo aponta que, ao considerar bens e serviços, a relação comercial transatlântica é mais equilibrada.
As taxas de propriedade intelectual responderam por mais de 40% das importações de serviços da UE dos EUA, com alta de 13,7%. Já as importações de serviços de viagens da UE vindos dos EUA caíram cerca de 8%, possivelmente pelo menor fluxo turístico europeu.
Considerações finais do estudo
O IW aponta que o acordo Turnberry favorece os EUA de forma assimétrica, mas permanece viável e deve ser honrado por ambas as partes. A instituição alerta que novas tarifas poderiam gerar incerteza e prejudicar o comércio de ambos os lados do Atlântico.
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