O petróleo recuou ao patamar pré-guerra entre Irã e EUA, em meio a um cessar-fogo de 60 dias entre Washington e Teerã e a negociações para um acordo definitivo de paz. O Brent fechou a 71,57 dólares na quarta, e ficou abaixo de 70 dólares pela primeira vez desde 26 de fevereiro nesta sexta-feira.
O recuo ocorre após meses de alta impulsionada pelo bloqueio do estreito de Hormuz, rota que movimenta cerca de 20% da produção mundial. Enquanto isso, EUA e Irã avançam em diálogo para liberalizar a navegação na região.
Tráfego no estreito de Hormuz
Quase 250 navios passaram pela passagem na semana entre 22 e 28 de junho, ante 41 registros na primeira semana da crise. A recuperação sinaliza redução de interrupções, mas o fluxo ainda está abaixo da média pré-crise, que rondava 140 navios por dia.
A retomada foi facilitada por um acordo provisório de cessar-fogo e pela autorização de navegação mediante acordo com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Navios que atravessam o Golfo seguem rotas existentes ou caminhos laterais próximo a Omã.
Análise de mercado
Especialistas observam incerteza sobre se a melhoria representa confiança sustentável ou mera exposição a riscos. Segundo Jakob Larsen, da BIMCO, o custo de retirar navios presos pode justificar o salto no risco aceitável para as empresas.
O aumento de tráfego também impulsionou a demanda por frete, com navios buscando aproveitar tarifas elevadas. Enquanto isso, a OMI estima que cerca de 80 minas ainda precisam ser removidas para liberar as vias com segurança.
Perspectivas de preço
Analistas do Citi projetam queda do petróleo a até 60 dólares o barril até o fim do ano, mesmo com o cessar-fogo em vigor. O mercado tem recebido a expectativa de estabilidade regional como fator de pressão baixista.
Dados manifestam que, desde o início da guerra, o petróleo já chegou a ultrapassar 119 dólares e permaneceu sob tensão até a recente queda para o patamar atual. A evolução dependerá da manutenção do acordo de cessar-fogo e da segurança de tráfego na região.
Fontes: Financial Times.
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