O Plano de Transformação Ecológica, lançado em 2023, mobilizou até 2025 mais de R$ 500 bilhões para financiamento sustentável no Brasil. O balanço do programa foi divulgado pelo Ministério da Fazenda.
Segundo o relatório, fontes públicas responderam por avanços significativos. Emissão de títulos verdes no âmbito do Fundo Clima somou US$ 5,5 bilhões, financiando mitigação e adaptação às mudanças climáticas via BNDES. A disponibilidade do Fundo Clima cresceu 316 vezes desde 2020.
Atualmente, estão disponíveis R$ 27 bilhões para ações de transição energética, indústria verde, florestas, recursos hídricos, maquinário e mobilidade verde. Emissões judiciais de fundos de ciência e inovação chegaram a R$ 30,7 bilhões em 2025.
Investimentos privados também avançaram. O Eco Invest mobilizou R$ 140 bilhões, com leilões até 2025 para viabilizar projetos estruturantes. A Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP) já opera com 22 projetos e prevê alocação superior a US$ 26 bilhões.
Entre as fontes privadas, debêntures incentivadas emitidas entre 2023 e 2026 totalizam R$ 396 bilhões, financiando diversos projetos verdes. O objetivo é conectar investidores a iniciativas de baixo carbono e alto impacto social.
Regulação
O Ministério da Fazenda aponta avanços regulatórios para dar segurança jurídica aos investimentos. O SBCE, a Taxonomia Sustentável Brasileira e o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão são destaques. A Lei do Combustível do Futuro também integra o conjunto normativo.
Outra atuação envolve políticas para minerais críticos, com foco em atividades sustentáveis. A secretária-executiva adjunta Ursula Peres ressaltou a importância da regulação para oferecer horizonte de confiança a atores públicos e privados.
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