A Zona Franca de Manaus enfrenta um gargalo de terrenos industriais para receber novas fábricas. O problema ganhou prioridade na pauta do Conselho de Administração da Suframa e pode frear o ritmo de expansão do polo industrial da região. A escassez de áreas regularizadas emerge como entrave a investimentos previstos.
A reforma tributária manteve vantagens fiscais para Manaus até 2073, com incentivos como redução de impostos e exigência de implementação de unidade fabril local, criação de empregos e produção local. Mulheres? Não. O foco continua na ampliação da base industrial, mas o espaço disponível não acompanha o ritmo de tensão por novas instalações.
Condições atuais e impactos
Atualmente cerca de 600 indústrias atuam na região, com aproximadamente 131 mil empregos diretos. A expansão prevista depende do aumento de áreas regularizadas, principalmente nos distritos industriais 2 e 3, onde há maior disponibilidade, mas ainda há ocupação irregular. O Distrito 1 está próximo da capacidade máxima.
A distribuição de terrenos ocorre por meio de licitações que ocorrem a cada dois anos; a última foi em 2025, a próxima só em 2027. A lentidão nessa dinâmica agrava dificuldades para cessão de lotes, segundo membros do setor industrial. Invasões e favelização têm sido apontadas como fatores que dificultam o desenvolvimento fundiário.
Perspectivas e posicionamentos
Representantes do setor eletroeletrônico afirmam que é preciso ampliar as áreas aptas a receber projetos, para manter a atratividade da região. A Eletros ressaltou que a questão fundiária exige soluções rápidas e coordenação entre autoridades para evitar atrasos em investimentos.
A Suframa reconhece o desafio e avalia propostas de mudanças na destinação de terrenos, como substituição do modelo de licitações por editais de chamamento público. Mesmo assim, ainda não houve alteração eficaz até o momento, e a instituição continua buscando estratégias para acelerar a regularização fundiária sem comprometer a segurança jurídica.
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