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EUA anunciam US$ 750 milhões para garantir terras raras de mina em Goiás

Acordo envolve a Serra Verde, que opera a mina Pela Ema, e prevê compra dos minerais pelos EUA; operação gera debate

EUA investem US$ 750 milhões em terras raras de Goiás
EUA investem US$ 750 milhões em terras raras de Goiás. | Mineradora Serra Verde/Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (24) um investimento de US$ 750 milhões (mais de R$ 3,8 bilhões) para apoiar um acordo de compra de terras raras da Serra Verde, empresa que opera a mina Pela Ema, no município de Minaçu, em Goiás. A mineradora é a única em operação comercial de elementos de terras raras em larga escala no Brasil.

O valor integra uma estrutura de US$ 1,55 bilhão mobilizada pelo governo americano para garantir o fornecimento dos minerais. Além dos US$ 750 milhões, o pacote inclui US$ 300 milhões em compromisso de compra pela Defense Logistics Agency (DLA) e US$ 500 milhões de financiamento de um grande banco.

A operação busca criar uma cadeia de fornecimento considerada estratégica pelos Estados Unidos e reduzir a dependência do país em relação à China, que domina boa parte do mercado global de terras raras. Segundo o Departamento de Guerra americano, o projeto deverá garantir acesso a elementos como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio.

Esses minerais são utilizados na produção de ímãs de alta resistência, empregados em equipamentos militares e tecnológicos. Entre as aplicações citadas pelo governo americano estão submarinos nucleares, caças, satélites, mísseis guiados, navios de combate e drones, além de setores como energia, transporte, aeroespacial e eletrônicos.

O Departamento de Guerra afirmou que o acordo faz parte de uma estratégia para desenvolver uma cadeia de produção de terras raras que não dependa da China. O governo americano também destacou que a iniciativa ocorre em paralelo a esforços do Departamento de Comércio para ampliar uma cadeia de produção de minerais e ímãs fora do território chinês.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (24) um investimento de US$ 750 milhões (mais de R$ 3,8 bilhões) para apoiar um acordo de compra da produção de terras raras da Serra Verde, empresa que opera a mina Pela Ema, no município de Minaçu, em Goiás. A mineradora é a única em operação comercial de elementos de terras raras em larga escala no Brasil e iniciou a operação comercial em 2024.

O valor integra um total de US$ 1,55 bilhão mobilizado pelo governo americano para garantir o fornecimento dos minerais. Além dos US$ 750 milhões, o pacote inclui US$ 300 milhões em compromisso de compra pelo governo dos EUA e US$ 500 milhões de financiamento de um grande banco.

A operação busca criar uma cadeia de fornecimento considerada estratégica pelos Estados Unidos e reduzir a dependência do país em relação à China, que domina boa parte do mercado global de terras raras. Segundo o Departamento de Guerra americano, o projeto deverá garantir acesso a elementos como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio.

Esses minerais são utilizados na produção de ímãs de alta resistência, empregados em equipamentos militares e tecnológicos. Entre as aplicações citadas pelo governo americano estão submarinos nucleares, caças, satélites, mísseis guiados, navios de combate e drones, além de setores como energia, transporte, aeroespacial e eletrônicos.

O Departamento de Guerra afirmou que o acordo faz parte de uma estratégia para desenvolver uma cadeia de produção de terras raras que não dependa da China. O governo americano também destacou que a iniciativa ocorre em paralelo a esforços do Departamento de Comércio para ampliar uma cadeia de produção de minerais e ímãs fora do território chinês.

+ Brasil tem até 20 projetos de minerais críticos financiáveis pelo BID

Compra da Serra Verde pela USA Rare Earth

A Serra Verde, que opera em Goiás, está em processo de aquisição pela americana USA Rare Earth. A empresa é considerada estratégica para o fornecimento de terras raras pesadas, utilizadas em aplicações industriais e de defesa.

Segundo comunicado publicado no site da empresa norte-americana, a compra deve ser concluída após a realização da assembleia de acionistas, prevista para sexta-feira (28).

A empresa classificou o acordo de US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) como uma medida para garantir o acesso de longo prazo a minerais, considerados essenciais para a indústria de defesa e para setores da economia americana.

O projeto Pela Ema também conta com um empréstimo de US$ 565 milhões da DFC (Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA) para otimizar e ampliar a operação.

🔎 Para exemplificar, são dois negócios diferentes: o acordo anunciado pelos EUA envolve a compra da produção de terras raras da Serra Verde, com US$ 750 milhões destinados a garantir esse fornecimento; já a USA Rare Earth negocia a compra da própria mineradora, que opera a mina Pela Ema, em Goiás. Portanto, um negócio é sobre a produção dos minerais e o outro, sobre o controle da empresa. No caso, a mineradora será adquirida pela empresa USA Rare Earth. 🔍

+ O que são terras raras e onde estão localizadas

O que o governo federal acha das negociações?

O governo federal já criticou a possibilidade de o Brasil se limitar a exportar matéria-prima, defendendo que o país desenvolva aqui as etapas de processamento e agregue valor aos minerais; o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o subsolo pertence à União e que o governo federal é responsável pelas relações com outros países.

“O subsolo brasileiro pertence à União. A competência para regulamentar [a exploração mineral] é da União. E quem estabelece relações com outros países é a União”, disse Rosa ao participar do programa Bom Dia, Ministro. “Não queremos ser um exportador de matéria-prima”.

Em abril, o presidente Lula (PT) também criticou o acordo: “É uma vergonha inclusive o que o Caiado fez em Goiás. O Caiado fez um acordo com empresas americanas, fazendo concessão do que ele não pode fazer, porque é da União. Se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil […] Depois de levar nosso ouro, prata, diamante e florestas, o que eles querem mais?”, disse Lula, em entrevista ao portal ICL Notícias.

Goiás, por sua vez, defende que o acordo é legítimo e segue a legislação nacional, argumentando que busca justamente atrair investimentos e tecnologia para processar os minerais no estado.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que empresas estrangeiras podem atuar na mineração brasileira, desde que tenham uma subsidiária no país, sejam sócias de uma empresa brasileira ou adquiram uma companhia nacional, total ou parcialmente. A União, porém, mantém o controle estratégico dos recursos minerais, sendo responsável por regular e autorizar a exploração.

+ Empresa americana querem adquirir mineradora brasileira de terras raras

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