Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dívida pública supera R$ 9,2 trilhões em julho

Tesouro Nacional elevou para até 53% a previsão de títulos ligados à Selic neste ano

Dívida Pública sobe 0,22% em julho
Dívida Pública sobe 0,22% em julho. | José Cruz/Agência Brasil

A Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 9,288 trilhões em julho, alta de 0,22% em relação aos R$ 9,268 trilhões registrados em junho. O avanço ocorreu mesmo com o resgate de títulos no mês, porque a incorporação de juros ao estoque da dívida superou o efeito dos pagamentos. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto.

Ao revisar o Plano Anual de Financiamento (PAF) nesta quarta-feira (26), o Tesouro Nacional elevou a previsão para a participação de títulos vinculados à Selic no estoque da dívida ao fim de 2026. A faixa passou de 46% a 50% para 49% a 53%.

A mudança ocorre em um cenário de juros elevados e maior volatilidade nos mercados. Segundo o Tesouro, os investidores têm demonstrado maior preferência por papéis de menor duração e menos sensíveis às oscilações das taxas de juros.

A Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 9,288 trilhões em julho, alta de 0,22% em relação aos R$ 9,268 trilhões registrados em junho. O avanço ocorreu mesmo com o resgate de títulos no mês, porque a incorporação de juros ao estoque da dívida superou o efeito dos pagamentos. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto.

Ao revisar o Plano Anual de Financiamento (PAF) nesta quarta-feira (26), o Tesouro Nacional elevou a previsão para a participação de títulos vinculados à Selic no estoque da dívida ao fim de 2026. A faixa passou de 46% a 50% para 49% a 53%.

A mudança ocorre em um cenário de juros elevados e maior volatilidade nos mercados. Segundo o Tesouro, os investidores têm demonstrado maior preferência por papéis de menor duração e menos sensíveis às oscilações das taxas de juros.

Títulos ligados à Selic ganham espaço

Em julho, os títulos vinculados à Selic representavam 51,11% da Dívida Pública Federal, acima dos 49,32% registrados no mês anterior. Com a revisão do PAF, o governo passou a trabalhar com uma participação entre 49% e 53% desses papéis no fim do ano.

Em contrapartida, a previsão para os títulos corrigidos pela inflação caiu de 23% a 27% para 21% a 25%. Para os prefixados, a estimativa passou de 21% a 25% para 20% a 24%. A faixa para os títulos vinculados ao câmbio foi mantida entre 3% e 7%.

Os papéis prefixados oferecem maior previsibilidade para o governo, já que a taxa de remuneração é definida no momento da emissão.

Em períodos de maior instabilidade, porém, a demanda por esses títulos pode diminuir, enquanto os investidores passam a exigir taxas mais elevadas.

+ Mineradora australiana planeja fábrica de terras raras em MG

Juros pressionam a dívida pública

A alta da dívida em julho ocorreu principalmente devido à apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros. O valor mais que compensou o resgate líquido de títulos, que somou R$ 61,91 bilhões.

Na prática, a apropriação de juros representa o reconhecimento, pelo governo, da correção acumulada sobre os títulos públicos. Com a Selic em 14% ao ano, os juros elevados contribuem para aumentar o estoque da dívida.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna cresceu 0,31%, para R$ 8,948 trilhões. Já a dívida pública federal externa caiu 2,12%, para R$ 340,06 bilhões, influenciada principalmente pela queda de 1,92% do dólar em julho.

Dívida deve chegar a até R$ 10,3 trilhões

Apesar da revisão na composição dos títulos, o Tesouro manteve a projeção de que a Dívida Pública Federal encerrará 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

Também foram mantidas as metas para os vencimentos de curto prazo e para o prazo médio da dívida. A expectativa é que os títulos com vencimento em até 12 meses representem entre 18% e 22% do estoque.

O prazo médio da dívida passou de 4,01 anos em junho para 4,05 anos em julho.

Colchão de liquidez

O colchão de liquidez (reserva financeira usada em momentos de turbulência) da dívida pública somou R$ 1,371 trilhão em julho, segundo o Tesouro. A reserva é utilizada para garantir o pagamento dos compromissos do governo em períodos de maior volatilidade ou de concentração de vencimentos.

O montante é suficiente para cobrir aproximadamente 7,81 meses de vencimentos. Nos próximos 12 meses, estão previstos vencimentos de cerca de R$ 1,76 trilhão em títulos federais.

+ Prévia da inflação recua 0,40% em agosto com conta de luz mais barata

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais