Nesta segunda-feira (14), os preços do petróleo fecharam em alta, cerca de 1%, em decorrência do aumento das preocupações com o abastecimento de energia, após novos ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio.
Ambos os índices de referência do petróleo subiram quase 5%, mas recuaram em relação às máximas da sessão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã desejava chegar a um acordo com Washington.
Os futuros do Brent subiram US$ 1,07, ou 1%, fechando a US$ 105,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$ 1,34, ou 1,3%, fechando a US$ 101,39.
Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, lançaram um novo ataque contra a Arábia Saudita, e os países árabes do Golfo adiaram as negociações planejadas com o Irã, reforçando os temores de que o conflito no Oriente Médio possa se alastrar ainda mais e ameaçar o abastecimento global de petróleo.
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O grupo armado iemenita afirmou ter disparado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea militar em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, visando hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição, em retaliação aos ataques aéreos sauditas no Iêmen.
Nos últimos dias, o grupo avançou rapidamente no Iêmen, conquistando territórios, incluindo a Ilha de Perim, na foz do Mar Vermelho, na última sexta-feira (11). Um ataque separado no mesmo dia, atribuído por Riade a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, estrutura que permite que as exportações de petróleo do Golfo contornem o bloqueado Estreito de Ormuz. O ataque ao oleoduto ameaçou até 4% do abastecimento global de petróleo.
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O número de navios de carga que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para um dígito por dia no fim de semana, segundo dados preliminares de rastreamento de navios divulgados hoje, bem abaixo da média de 14 dos últimos 10 dias.
Antes dos EUA e Israel atacarem o Irã no final de fevereiro, cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz.
Com o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita fora de serviço, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, precisa recorrer aos estoques, que, segundo três fontes do setor, devem cobrir de cinco a sete dias de exportações.
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