O avanço das empresas de tecnologia levou a Nasdaq a atingir nesta terça-feira (22) uma nova máxima durante as negociações. Ao mesmo tempo, o petróleo caiu para o menor patamar das últimas duas semanas, em meio a indicações de que a oferta da commodity pode melhorar no Oriente Médio.
As ações do setor de tecnologia voltaram a ser o centro das atenções, à medida que a demanda por IA não mostra sinais de desaceleração e os lucros corporativos se mantiveram resilientes.
“Mantemos nossa perspectiva positiva em relação ao setor de IA, apoiada pela crescente adoção e monetização, bem como pelos gastos de capital em expansão”, afirmou Ulrike Hoffmann-Burchardi, CIO para as Américas e diretora global de ações do Chief Investment Office do UBS.
O Índice Composto da Nasdaq subia 0,24%, para 27.185,77 pontos, enquanto o S&P 500 estava praticamente estável e o Índice Dow Jones Industrial Average caía 0,56%.
O índice da MSCI, que mede o desempenho de ações em todo o mundo, subia 0,92 ponto, ou 0,08%, para 1.153,33. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,22%.
A queda nos preços do petróleo aumentou o interesse dos investidores por ativos de maior risco depois que uma alta autoridade iraniana disse à Reuters na terça-feira que Teerã pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos diminuírem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
Três fontes a par do assunto também informaram à Reuters que a Arábia Saudita retomou as operações em seu oleoduto Leste-Oeste e poderia retomar as exportações a partir do porto de Yanbu, no Mar Vermelho, ainda nesta terça-feira.
O petróleo bruto dos EUA registrava, queda de 0,37%, a US$95,43 o barril, e o Brent caía para US$99,94 o barril, com queda de 0,40% no dia.
Expectativa por encontro entre Trump e Xi
A atenção está voltada para uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, no final desta semana, com os investidores atentos a quaisquer indícios de que os líderes das duas maiores economias do mundo possam evitar uma deterioração ainda maior nas relações.
Xi chega a Washington na quarta-feira (23) pela primeira vez em mais de uma década, o que contribui para alimentar o otimismo de que a trégua comercial entre os dois países será prorrogada e de que poderá haver uma possível cooperação na área de inteligência artificial.
“Para os mercados, a grande questão é o que vai acontecer quando a atual trégua comercial de um ano expirar em novembro, e embora o tom geral continue positivo, ainda não há um acordo”, disse o estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid.
Alta de juros à vista
Os rendimentos dos títulos alemães e norte-americanos caíram acompanhando o movimento do petróleo. Ainda assim, os investidores já consideram a possibilidade de outra rodada de aumentos nas taxas de juros pelos principais bancos centrais, o que poderia limitar a queda nos rendimentos dos títulos de dívida.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos caíam 0,17 ponto-base no dia, para 4,961%.
O dólar valorizava 0,08% em relação ao euro, para US$1,1453, e recuava 0,06%, para 157,26 ienes japoneses.
O Banco do Japão elevou os juros na semana passada para o maior nível em 31 anos, mas dois votos dissidentes e a ausência de indicações claras de uma postura mais favorável a novos aumentos de juros decepcionaram os investidores, o que deixou o iene vulnerável e manteve os operadores em alerta para sinais de intervenção oficial.
O Federal Reserve, por outro lado, elevou as taxas na semana passada e alertou que sua luta contra a inflação não terminou, mantendo aberta a possibilidade de um novo aumento dos juros.
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