A arrecadação do governo federal atingiu R$ 239,384 bilhões em setembro de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa um crescimento real de 5,62% em relação a setembro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal.
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação chegou a R$ 2,351 trilhões, também um recorde para o período, com aumento de 6,97% acima da inflação na comparação com os primeiros nove meses de 2025.
Do total arrecadado em setembro, R$ 231,426 bilhões vieram de receitas administradas diretamente pela Receita Federal, uma alta real de 5%. Outros R$ 7,958 bilhões foram arrecadados por demais órgãos públicos, crescimento de 26,3%.
Segundo a Receita, o desempenho do mês foi impulsionado, em parte, por uma arrecadação extraordinária de R$ 2,943 bilhões com o imposto de exportação de petróleo, criado temporariamente pelo governo para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio.
Sem essa receita adicional, o crescimento real da arrecadação administrada pela Receita Federal teria sido de 3,69%.
O setor de exploração de petróleo e gás natural apresentou um dos maiores avanços, com R$ 12,010 bilhões em tributos arrecadados, ante R$ 909 milhões em setembro de 2025. A Receita já havia explicado, porém, que parte dessa diferença está relacionada a mudanças na classificação tributária de empresas do setor.
Outros segmentos também registraram crescimento na arrecadação, como serviços de escritório e apoio administrativo (58,4%), fabricação de eletrônicos (38,7%) e comércio atacadista (8,3%).
Entre os tributos, os principais destaques foram o Imposto de Importação e o IPI vinculado às importações, com alta real de 21,07%, seguidos pelo Imposto de Renda sobre rendimentos de capital (9,68%) e pelas receitas previdenciárias (6,18%).
*Com informações da Reuters
Entre na conversa da comunidade