- Em 2024, o preço do chocolate no Brasil aumentou em 11,99%.
- A pesquisa da Nexus, com dois mil entrevistados, mostra que a renda influencia o consumo de chocolate.
- Entre jovens de até 24 anos que ganham mais de cinco salários mínimos, 54% apreciam muito chocolate, enquanto essa porcentagem é de 47% entre os de baixa renda.
- A frequência de consumo diário é de 10% entre os jovens mais ricos e 5% entre os de baixa renda.
- A preferência por bombons é maior entre os de menor renda, com 44% dos adultos de 25 a 59 anos escolhendo esse formato.
Em 2024, o Brasil enfrenta um aumento significativo no preço do chocolate, que subiu 11,99%. Essa elevação impacta diretamente os hábitos de consumo, especialmente entre diferentes faixas de renda. Uma pesquisa realizada pela Nexus, com 2 mil entrevistados, revela que 54% dos jovens de até 24 anos que ganham mais de cinco salários mínimos (SM) apreciam muito chocolate, enquanto essa porcentagem cai para 47% entre os jovens de baixa renda.
Os dados mostram que a frequência de consumo também varia conforme a renda. Entre os jovens mais ricos, 10% consomem chocolate diariamente, em comparação a 5% dos de baixa renda. Apesar da alta nos preços, o chocolate continua popular, com 6% de ambos os grupos consumindo o doce de quatro a seis vezes por semana. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, destaca que o aumento no preço do cacau torna o chocolate menos acessível para os consumidores de baixa renda.
Preferências de Consumo
A pesquisa também indica que o formato do chocolate influencia as escolhas dos brasileiros. As barras são as preferidas, mas 39% optam por bombons, especialmente entre os de menor renda: 44% dos adultos de 25 a 59 anos e 42% dos idosos escolhem bombons. Entre os jovens de baixa renda, essa preferência é de 37%, enquanto cai para 35% entre os mais ricos.
Além disso, o consumo de chocolates artesanais está atrelado à renda. 34% dos idosos de baixa renda nunca consomem chocolate artesanal, enquanto apenas 26% dos que ganham mais de cinco SM afirmam o mesmo. As mulheres idosas de alta renda são as maiores consumidoras desse tipo de chocolate, com 28% dizendo que consomem sempre.
A pesquisa revela que, mesmo com a alta nos preços, o chocolate permanece um doce querido, embora as condições econômicas moldem as preferências e a frequência de consumo entre diferentes grupos sociais.
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