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Apps de delivery disputam bilhões e lutam pela preferência do consumidor no Brasil

Novas plataformas de delivery investem bilhões e desafiam a liderança do iFood, prometendo mais opções e preços mais baixos para os consumidores

Segmento de entrega de alimentos entra em nova fase competitiva com a volta da 99Food, a chegada da Keeta e o avanço da Rappi (Foto: Reprodução)
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  • O mercado de delivery de comida no Brasil está em transformação, com novas plataformas como 99Food e Keeta desafiando a liderança do iFood, que possui cerca de 80% do setor.
  • Essas empresas estão investindo bilhões e oferecendo taxas zero para atrair restaurantes e consumidores, enquanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impôs limites aos contratos de exclusividade do iFood.
  • As novas regras do Cade proíbem contratos de exclusividade que ultrapassem 25% do faturamento bruto do iFood e com redes que tenham mais de 30 unidades.
  • A 99Food, apoiada pela chinesa Didi Chuxing, investiu R$ 1 bilhão em 2023, enquanto a Keeta planeja investir R$ 5,6 bilhões até 2026.
  • O iFood pretende investir R$ 17 bilhões até março de 2026 e expandir sua presença de 1.500 para 1.750 cidades.

O mercado de delivery de comida no Brasil passa por uma transformação significativa, com novas plataformas desafiando a liderança do iFood, que detinha cerca de 80% do setor. A 99Food e a Keeta, por exemplo, estão investindo bilhões e oferecendo taxas zero para atrair restaurantes e consumidores, enquanto o Cade impôs limites aos contratos de exclusividade do iFood.

A competição acirrada promete beneficiar os consumidores, com preços em queda e mais opções disponíveis. As empresas do setor planejam investir R$ 14 bilhões nos próximos cinco anos, sendo quase R$ 10 bilhões até o final de 2024, focando em estratégias de fidelização e expansão. O delivery já representa até 30% do faturamento de bares e restaurantes, segundo a Abrasel.

As novas regras do Cade, que limitam os contratos de exclusividade do iFood, abriram espaço para a concorrência. O acordo estabelece que esses contratos não podem ultrapassar 25% do faturamento bruto do iFood e proíbe exclusividade com redes que tenham mais de 30 unidades. Essa mudança tem incentivado o crescimento de novas iniciativas, incluindo pequenas plataformas regionais.

A 99Food, apoiada pela chinesa Didi Chuxing, voltou ao mercado com um investimento de R$ 1 bilhão em 2023, oferecendo isenção de comissões e mensalidades para restaurantes. A Keeta, subsidiária da Meituan, também está se posicionando no Brasil, com planos de investir R$ 5,6 bilhões até 2026. Ambas as empresas estão em disputa judicial e administrativa, com alegações de práticas desleais.

O iFood, por sua vez, planeja investir R$ 17 bilhões até março de 2026, buscando expandir sua presença de 1.500 para 1.750 cidades. A empresa também introduziu pratos especiais em Salvador, visando atrair mais clientes. A Rappi, outra concorrente, anunciou a isenção de taxas para restaurantes e um investimento de R$ 1,4 bilhão nos próximos três anos.

Com a chegada de novas plataformas, o cenário para restaurantes e consumidores se torna mais promissor. Empresários do setor acreditam que a concorrência pode resultar em negociações mais justas e menores custos, beneficiando especialmente pequenos e médios negócios. A expectativa é que o volume de pedidos de comida no Brasil dobre nos próximos cinco anos, consolidando o país como um dos principais mercados de delivery do mundo.

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