- As construtoras brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão não participarão do leilão do túnel Santos-Guarujá, agendado para 5 de setembro.
- O projeto, parte do Novo PAC, tem um valor estimado de R$ 6,8 bilhões.
- A decisão das empreiteiras se deve a dificuldades financeiras e à falta de garantias exigidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- Empresas estrangeiras, como Acciona e Mota-Engil, estão se destacando na disputa.
- O investimento será majoritariamente do governo federal e do estado de São Paulo, com a iniciativa privada contribuindo com R$ 1,66 bilhão.
As construtoras brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão não participarão do leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para sexta-feira, 5 de setembro. A obra, que faz parte do Novo PAC, tem um valor estimado de R$ 6,8 bilhões. A decisão das empreiteiras se deve a dificuldades financeiras e à falta de garantias exigidas pelo BNDES.
As empresas estrangeiras, como Acciona e Mota-Engil, estão se destacando na competição. A desistência das construtoras nacionais reflete a crise financeira que enfrentam desde a Operação Lava Jato, que afetou sua reputação e capacidade de investimento. Os bancos, tanto públicos quanto privados, têm priorizado o financiamento de grupos estrangeiros, dificultando a participação das brasileiras.
A obra do túnel Santos-Guarujá, que contará com uma concessão de 30 anos, prevê tarifas de R$ 6,15 para carros e R$ 18,35 para ônibus e caminhões. A maior parte do investimento virá do governo federal e do estado de São Paulo, enquanto a iniciativa privada deverá contribuir com R$ 1,66 bilhão.
A estrutura do túnel será inovadora, utilizando seis módulos pré-fabricados e incluindo dragagem do canal e construção de rampas de acesso. O leilão foi adiado anteriormente devido a exigências do TCU, que solicitou a validação da matriz de riscos. A expectativa é que a obra avance com a participação de empresas estrangeiras, que se mostram mais robustas financeiramente.
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