- A EPL, indústria indiana, suspendeu um investimento adicional de R$ 108 milhões em sua fábrica de tubos de cremes dentais em Seropédica, Rio de Janeiro.
- A decisão foi tomada devido a um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que propõe aumentar os repasses ao Fundo Orçamentário Temporário (FOT).
- O projeto de lei 6034/2025, apresentado pelo governador Cláudio Castro, sugere uma elevação da alíquota de repasse de 10% para até 90% até 2032.
- A EPL já investiu R$ 270 milhões na fábrica em 2023 e considera transferir parte de suas operações para Minas Gerais, onde há propostas de incentivos fiscais mais vantajosos.
- A empresa afirmou que a suspensão dos novos investimentos permanecerá até que haja uma definição sobre o projeto de lei.
A indústria indiana EPL anunciou a suspensão de um investimento adicional de R$ 108 milhões em sua fábrica de tubos de cremes dentais em Seropédica, no Rio de Janeiro. A decisão foi motivada por um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que visa aumentar os repasses ao Fundo Orçamentário Temporário (FOT), afetando os incentivos fiscais que a empresa recebe.
O projeto de lei 6034/2025, apresentado pelo governador Cláudio Castro, propõe uma elevação gradual da alíquota que as empresas devem repassar ao FOT, passando de 10% para até 90% até 2032. A justificativa do governo é a necessidade de garantir a sustentabilidade fiscal do estado. Em contrapartida, a Firjan criticou a proposta, chamando-a de “tarifaço fluminense”, em uma comparação com tarifas impostas por Donald Trump.
A EPL, que investiu R$ 270 milhões na instalação da fábrica em 2023, argumenta que a mudança nas regras fiscais representa um risco significativo para seus negócios. A empresa, representada pelo escritório Demori Claudino Advogados, afirmou que a decisão de suspender novos investimentos será mantida até que haja uma definição sobre o projeto de lei.
Além disso, a EPL está considerando transferir parte de suas operações para Minas Gerais, onde já recebeu propostas de incentivos fiscais mais atrativos do que os atualmente oferecidos pelo Rio de Janeiro. A situação destaca a tensão entre as políticas fiscais estaduais e os interesses das empresas que operam na região.
Entre na conversa da comunidade