Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil atinge 70 milhões de inadimplentes e enfrenta crise de endividamento crescente

Inadimplência no Brasil atinge 70 milhões, afetando 42% da população adulta. Inflação e dívidas crescentes geram alerta econômico.

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
0:00
Carregando...
0:00

Mais de 70 milhões de brasileiros estão com dívidas, o que representa 42% da população adulta do país. Esse número foi divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito. Desde 2022, quase 80% das famílias brasileiras têm alguma dívida, mesmo com um mercado de trabalho aquecido e aumento na renda média. A inflação, que subiu 5,53% nos últimos doze meses, tem pressionado ainda mais as finanças das famílias, levando muitas a se endividarem para pagar contas básicas ou dívidas anteriores. O crédito total das pessoas físicas chega a 4 trilhões de reais, mas 14 milhões estão em situação crítica, com dificuldades para quitar suas dívidas. O governo tem promovido estímulos ao consumo, mas isso não tem sido suficiente para resolver o problema do endividamento. Além disso, novas linhas de crédito foram lançadas, aumentando ainda mais a dívida da população. Especialistas alertam que a situação pode piorar, especialmente se a economia desacelerar. A facilidade de acesso ao crédito e a falta de educação financeira contribuem para o aumento do endividamento, que afeta não só as famílias, mas também a economia como um todo.

O Brasil enfrenta um cenário alarmante de endividamento, com mais de 70 milhões de brasileiros inadimplentes, o que representa 42% da população adulta. O dado foi divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em 14 de maio de 2025.

Desde 2022, cerca de oitenta por cento das famílias brasileiras possuem alguma dívida, mesmo com um mercado de trabalho aquecido e uma renda média mensal de R$ 3.410,00, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa discrepância entre a renda e o endividamento reflete uma disfunção na economia, onde o crescimento é impulsionado por estímulos governamentais que geram inflação.

A inflação, que acumulou alta de 5,53% nos últimos doze meses, tem pressionado o orçamento das famílias, levando muitas a contraírem novas dívidas para pagar contas anteriores. O economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, afirma que a origem do endividamento está na inflação, resultante de um crescimento econômico excessivo.

Aumento do Crédito e Inadimplência

O volume de crédito pessoal alcançou R$ 4 trilhões, mas cerca de 14 milhões de pessoas estão classificadas como “endividados de risco”. No primeiro trimestre de 2025, os empréstimos via cheque especial aumentaram 13%, com taxas de juros médias de 134% ao ano. Os empréstimos por cartão de crédito também cresceram 10% no mesmo período, com taxas ainda mais altas.

As instituições financeiras estão preocupadas com o aumento da inadimplência, embora Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), acredite que isso não representa um risco imediato para o sistema bancário. A facilidade de acesso ao crédito, especialmente por meio de fintechs, contribui para a situação.

Consequências Econômicas

O endividamento não afeta apenas as famílias, mas também a economia. Ana Paula Tozzi, diretora-executiva da AGR Consultores, destaca que muitas pessoas estão reduzindo o consumo para pagar dívidas, o que impacta negativamente o varejo. Sem ajustes estruturais e uma educação financeira adequada, o Brasil pode continuar preso a um ciclo de endividamento crônico e crescimento econômico frágil.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais