A Moody’s, uma importante agência de classificação de risco, mudou a perspectiva de 21 instituições financeiras brasileiras de positiva para estável. Essa mudança foi motivada pela necessidade urgente do governo brasileiro de ajustar suas contas públicas, que estão pressionadas por gastos crescentes. A agência reafirmou a classificação de crédito soberano do Brasil em Ba1, mas a nova perspectiva reduz a chance de que as instituições financeiras recebam uma classificação mais alta. Entre os bancos afetados estão Banco do Brasil, BNDES, Itaú Unibanco e Bradesco. A Moody’s explicou que a qualidade do crédito do governo impacta diretamente as instituições financeiras do país, e a mudança na perspectiva do Brasil diminui a probabilidade de melhorias nas classificações dessas instituições.
A Moody’s, uma das principais agências de classificação de risco, revisou a perspectiva de 21 instituições financeiras brasileiras de positiva para estável. A mudança foi anunciada na sexta-feira, 30 de junho de 2025, e reflete a necessidade urgente de ajustes nas contas públicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, devido a gastos crescentes.
A revisão abrange instituições como Banco do Brasil, BNDES, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. Apesar da manutenção do rating soberano do Brasil em Ba1, a alteração da perspectiva indica um aumento no risco de calote. A Moody’s destaca que a qualidade do crédito soberano impacta diretamente a posição de crédito das instituições financeiras.
Com a perspectiva anterior positiva, o Brasil estava mais próximo de obter o “selo de bom pagador”, o que poderia atrair mais investimentos e reduzir os juros dos títulos emitidos pelo governo. A nova avaliação, no entanto, sugere que a possibilidade de um rebaixamento conjunto das instituições financeiras e do rating soberano aumentou.
A Moody’s reafirmou os ratings de depósito de longo prazo em moeda local e estrangeira para os principais bancos, mas ressaltou que esses ratings estão limitados ao rating soberano do Brasil. A agência também manteve as avaliações de risco de contraparte para 15 bancos, indicando que a interligação entre os bancos e o governo é significativa.
Entre na conversa da comunidade