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Açotubo: de oficina no interior a gigante da siderurgia com 51 anos de história

- A Açotubo, fundada há 51 anos, é uma das maiores distribuidoras de aço do Brasil. - Em 2024, a receita caiu para R$ 1,9 bilhão, impactada pela concorrência asiática. - A empresa mantém unidades na Colômbia e no Peru, focando na capilarização nacional. - A oscilação nos preços do aço e tarifas dos EUA afetam a indústria brasileira. - O CEO Bruno Bassi destaca a importância de atender clientes de todos os portes.

O desejo de empreender no Brasil, mesmo em um cenário desafiador, leva pessoas resilientes a alcançar grandes conquistas. Um exemplo é a Açotubo, que começou como uma pequena oficina e se tornou uma das maiores distribuidoras de produtos siderúrgicos do país. Fundada pela família de Bruno Bassi, CEO da empresa, a Açotubo completou 51 anos […]

O desejo de empreender no Brasil, mesmo em um cenário desafiador, leva pessoas resilientes a alcançar grandes conquistas. Um exemplo é a Açotubo, que começou como uma pequena oficina e se tornou uma das maiores distribuidoras de produtos siderúrgicos do país. Fundada pela família de Bruno Bassi, CEO da empresa, a Açotubo completou 51 anos em fevereiro, após a família deixar o Paraná em busca de novas oportunidades em São Paulo, devido a uma geada devastadora nas plantações de café na década de 1970.

A primeira sede da Açotubo foi estabelecida na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, em um espaço de apenas 200 metros quadrados. Sem recursos, os fundadores se dedicaram a construir a infraestrutura necessária, com um dos tios fazendo prateleiras e adaptando o espaço para o funcionamento. Atualmente, a empresa conta com cerca de mil colaboradores e oito filiais no Brasil, oferecendo produtos como aço carbono e inoxidável, mantendo a filosofia de eficiência que a caracterizou desde o início.

Em 2022, a Açotubo registrou um faturamento recorde de R$ 2,4 bilhões, mas encerrou 2024 com uma receita de aproximadamente R$ 1,9 bilhão, refletindo a oscilação nos preços do aço. Apesar da queda no faturamento, o volume de processamento cresceu, atingindo cerca de 120 mil toneladas por ano. A empresa também possui unidades na Colômbia e no Peru, focadas na produção de sistemas de ancoragem.

O setor siderúrgico brasileiro enfrentou dificuldades em 2024 devido à crescente concorrência asiática, especialmente da China, que pressionou os preços. O governo tentou implementar cotas para limitar a importação, mas os efeitos foram considerados insuficientes. Além disso, a política tarifária dos Estados Unidos, sob a administração Trump, impactou indiretamente a indústria brasileira. Mesmo assim, a Açotubo mantém sua estratégia de atender clientes de todos os portes, reafirmando seu compromisso com a capilaridade e a distribuição em grande escala.

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