A Vexia, empresa de outsourcing adquirida por Sami Arap e Francisco Ricardo Blagevitch, está ampliando sua atuação no setor de investigação forense, um segmento dominado por grandes firmas internacionais. Arap destacou que a intenção é se estabelecer como uma empresa 100% brasileira, oferecendo serviços a preços mais competitivos em um mercado em crescimento devido ao […]
A Vexia, empresa de outsourcing adquirida por Sami Arap e Francisco Ricardo Blagevitch, está ampliando sua atuação no setor de investigação forense, um segmento dominado por grandes firmas internacionais. Arap destacou que a intenção é se estabelecer como uma empresa 100% brasileira, oferecendo serviços a preços mais competitivos em um mercado em crescimento devido ao aumento de ataques cibernéticos. A Vexia, que faturou R$ 50 milhões em 2023 e conta com 300 funcionários, busca atender não apenas grandes corporações, mas também o middle market.
A Vexia, que começou como prestadora de serviços de backoffice para o Grupo Camargo Corrêa, diversificou suas operações com a criação da área de investigação forense há mais de uma década. Este setor, que representa cerca de 20% da receita da empresa, ganhou relevância ao auxiliar o conglomerado em investigações relacionadas à Lava-Jato. Diego Müller, diretor de GRC, mencionou que a empresa pretende expandir sua base de clientes, oferecendo uma gama de serviços que inclui canais de denúncia e monitoramento de governança de inteligência artificial.
A nova fase da Vexia conta com a consultoria de João Carlos Orzzi, especialista em investigações e cibersegurança, que já havia atuado na empresa anteriormente. A aquisição da Vexia pela dupla Arap e Blagevitch atraiu o interesse de grandes nomes do setor, como Kroll e Accenture, que também estavam na disputa. A estratégia da Vexia é se diferenciar pela compreensão da cultura corporativa local e pela oferta de serviços a preços acessíveis.
Com a crescente demanda por serviços de investigação forense, a Vexia se posiciona para capturar uma fatia maior do mercado, que atualmente é dominado por poucas empresas com alto poder aquisitivo. Alvaro Villalobos, gerente de compliance, enfatizou que a empresa está preparada para atender a um público mais amplo, aproveitando a oportunidade gerada pela explosão de fraudes e ataques cibernéticos.
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