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JBS recebe avaliação crítica em relatório sobre responsabilidade climática global

JBS recebe nota "muito baixa" em relatório do NewClimate Institute, destacando falta de transparência e metas insuficientes para redução de emissões.

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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A JBS, uma grande empresa de alimentos, recebeu uma nota muito baixa em um relatório do NewClimate Institute sobre sua estratégia climática. O documento avaliou as políticas ambientais de várias empresas do setor agroalimentar e destacou que a JBS não tem planos claros para reduzir suas emissões de carbono. A empresa se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal, mas isso se aplica apenas a fornecedores diretos e não aborda questões importantes como a expansão da pecuária. A meta da JBS para 2030 prevê uma redução de apenas 1% nas emissões em relação a 2019, o que é considerado insuficiente. Além disso, a promessa de zerar as emissões líquidas até 2040 não é apoiada por metas concretas e é vista como uma aspiração vaga. O relatório também criticou a falta de transparência nos dados ambientais da JBS, dificultando a avaliação do progresso da empresa em relação às suas promessas.

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, recebeu uma avaliação negativa em um relatório do NewClimate Institute, que atribuiu à companhia uma nota “muito baixa” em sua estratégia climática. O documento foi divulgado enquanto a empresa se prepara para listar suas ações na Bolsa de Nova York.

O Monitor de Responsabilidade Climática Corporativa (CCRM) analisou as políticas ambientais de cinco grandes empresas do setor agroalimentar, incluindo JBS, Danone, Mars, Nestlé e PepsiCo. Embora nenhuma delas tenha sido considerada ideal, a JBS se destacou negativamente. A PepsiCo também obteve uma avaliação “muito baixa”, enquanto Mars e Nestlé foram classificadas com notas “baixas” e a Danone com “moderada”.

Eve Fraser, especialista do NewClimate Institute, criticou a meta da JBS para 2030, que prevê apenas 1% de redução nas emissões em relação a 2019. Segundo ela, essa meta está “criticamente desalinhada” com os padrões de descarbonização do setor. A empresa continua a expandir suas operações de pecuária industrial, sem diversificar para proteínas vegetais, o que compromete seu compromisso de alcançar emissões líquidas zero até 2040.

O relatório também apontou que os compromissos da JBS para acabar com o desmatamento ilegal são limitados, abrangendo apenas fornecedores diretos. A falta de ações significativas em áreas como a expansão da pecuária e a produção de ração foi destacada. A meta de zerar as emissões líquidas até 2040 foi reformulada como uma aspiração, levantando dúvidas sobre o real compromisso da empresa com a descarbonização profunda. A avaliação conclui que a meta de intensidade de emissões da JBS é “altamente insuficiente”, pois não considera as principais fontes de emissão da companhia.

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